CALENDÁRIO FASHION


croqui da estudante raquel vitti lino, participante do faap moda

FAAP MODA
Dia 28.10 acontece a quinta edição do Faap Moda, evento anual criado pelas jovens ex-estudantes Renata Paternostro e Marianna dal Canto. Todos os alunos da faculdade podem participar e os seis finalistas recebem suporte financeiro para a produção de suas criações. E os prêmios são incríveis, vão desde viagens para pesquisas internacionais a estágios em empresas de prestígio.


look da coleção de verão 2008/09 do estilista ronaldo fraga

MODA NA LIVRARIA
De 03. A 09.11 rola a V Semana de Moda e Cltura, na Livraria Cultura, com palestras de Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch, Walter Rodrigues , Clô Orozco, Paulo Borges e Fábia Bercsek, que também organiza uma oficina de customização de camisetas. Também participam o fotógrafo Bob Wolfenson, o estilista André Lima e a jornalista Silvana Holzmeister, em uma mesa redonda que vai debater moda, jornalismo e fotografia.

Livraria Cultura (Conjunto Nacional) 

Av. Paulista, 2073
Tel.: 3170 4033

http://www.livrariacultura.com.br/

50 ANOS DE TEATRO OFICINA: VENHA COMEMORAR!


croqui original da personagem dona poloca, de “o rei da vela”

LABRYNCOFICINA50
RITO RAVE CYBER TEAT(r)AL
INGRESSOS =Presentes de Aniversário
Vinhos!
O Terreiro de Dionisios
Deseja
Mas não vale Almaden,
Vêm de Miolo, pra além !
EVOÉ
Começamos o ensaio
Dia 21 de outubro

ARDOR

Esse é o texto que o Zé Celso concebeu para a festa que comemora os 50 anos de Teatro Oficina. O Pense Moda está cuidando de toda a parte de figurinos da grande noite. As roupas da speças dos anos 60 e 70 perderam-se e nós estamos refazendo, costurando, comprando, alugando, criando…
Comigo estão nesse projeto a Chantal de Sordi e o Dani Marquezini (ex-Goko). Está sendo uma experiência maravilhosa poder desfrutar da companhia iluminada do Zé e da convivência com a toda a trupe do Oficina. Será uma noite especial, nesta terça (28.10). Convite feito. Não esqueçam do vinho!

POESIA EM MOVIMENTO

Como parte das comemorações do aniver do maridones, fomos ver o Ballet de l’Opera de Lyon, sábado no Alpha. Olha, eu não conhecia a cia e bem achava que veria um bom espetáculo de ballet clássico. Qual não foi minha surpresa quando ele começou. Foi uma das coisas mais belas que vi este ano. As coreografias de Jiri Kylián e William Forsythe são de perder o fôlego. Sabe aqueles momentos em que você se sente privilegiada somente de poder registrar tanta beleza? Foi meio assim. Com destaque para a primeira dança, Bella Figura (foto acima), em que uma grupo de saias vermelhas dominam totalmente a atenção do público com uma graciosidade e uma leveza únicas, que vêm da mistura de movimentos do ballet clássico e do contemporâneo. Mto lindo. Acabou neste finde, mas fica uma dica para a próxima vez que eles vierem ao Brasil.

Abaixo o que de Jiri escreveu sobre essa coreografia:

“Uma viagem no tempo, no espaço, na luz que brinca com a ambiguidade estética da representação. Bella Figura! Onde começa a representação? Nascemos quando a cortina ergue? Onde termina o espetáculo? Quando saímos de cena? O que é ‘figurino’? Aquilo que vestimos para sair à rua ou as vestes usadas em cena? Qual a diferença entre o artifício e aquilo que chamamos de arte? Entre a realidade e o imaginário? Estar no limite do sonho. Busco o momento em que o sonho se insere na vida e a vida entra no sonho.”

Foi bem isso mesmo.

DUELO DE GIGANTES

Durante a última edição do Maximídia, um dos principais encontros voltados para o mercado publicitário, um acontecimento marcou o evento de maneira inesquecível. Na mesma mesa redonda, estavam Fabio Fernandes, da F/Nazca Saatchi & Saatchi, e Nizan Guanaes, da África.

Em um discurso quase politico, Nizan falava que, em momentos de crise, não há espaço para criação, que é uma dos maiores diferenciais da F/Nazca. Na hora em que a palavra passou para o Fabio, ele deu sua opinião na frente de todos, dizendo basicamente que é possível sim criar um trabalho que vá de encontro com as necessidades de seus clientes, independente do budget. A partir daí, a mesa virou um debate entre os dois publicitários, que alavancou palmas e risadas da platéia e dos outros envolvidos na mesa. Curiosamente, um vídeo da discussão que vazou na internet, foi tirado do you tube com os dizeres: “o vídeo não está mais disponível devido à reclamação do Grupo Meio & Mensagem contra a violação de direitos autorais”.

Porém uma carta (longa e muito bem escrita) que Fabio Fernandes escreveu aos seus funcionários ao voltar do debate/embate, vazou, chegou aos jornais e virou assunto do momento. Para quem não recebeu, seguem alguns trechos.

“Pessoal, achei que devia escrever a vocês para falar sobre o Maximidia e o debate/embate que eu travei com o Nizan. Acho que não é novidade para os mais próximos e os nem tão próximos que tenho diferenças profundas, quase religiosas, na visão sobre o que é e o que deve ser o negócio, o objetivo do trabalho, a missão, os processos, a forma e o conteúdo do produto final de uma agência de propaganda, em relação ao dito personagem.

Nunca deixei de observar e comentar que todo o tempo em que ele esteve criador, foi um tempo que ele utilizou apenas para forjar um personagem que, com tino e capacidade de observação, o levaria a ter seu próprio negócio, onde ele reproduziria não aquilo que ele almejou como empregado mas, ao contrário, os piores modelos, os piores ambientes internos, piores lugares comuns, entre todas as agências em que ele trabalhou. Desde que isso, convenientemente, implicasse em fazê-lo mais forte, mais rico, mais poderoso.

Agências que produzem trash for cash (ou, lixo por dinheiro, em bom português) existiram e existirão sempre. Na realidade, em boa parte elas até nos ajudam a sermos melhor percebidos como inovadores, originais, cuidadosos, diferentes. O Brasil, entretanto, é o único país do mundo onde a publicidade tem no discurso do seu maior expoente que ‘o que é bom é feito para ser copiado’, ‘propaganda criativa é bobagem’, ‘eficiência é o contrário de originalidade’, ou as pérolas que ouvimos no próprio Maximídia ‘momento de crise não momento de inovar’. Ou seja: na falta de capacidade ou de vontade de fazer boa propaganda, propaganda de qualidade (o que, obviamente, na nossa opinião passa obrigatoriamente por inovação, criatividade, excelência na execução e excitação do pessoal interno de uma agencia de propaganda) o que ele faz – oficialmente – é nos colocar na posição de meninos traquinas, revoltadinhos de plantão, criativos irresponsáveis que querem brincar com o dinheiro dos clientes, enquanto ele finge que é Jack Welch, Warren Buffet ou Armínio Fraga. Nizan não sabe mais quem ele é.

Na publicidade, que afinal é o meu negócio, embora sempre que eu fale nisso ele ache que o assunto está infantil demais (lembrem-se, ele é um business man) ele sabe também que há bundões prontos a gastar mais para contratar uma meia dúzia de artistas famosos, cantando um jingle com uma logomarca formada por funcionários da empresa, do que se ‘arriscarem’ a criar um posicionamento de verdade, uma linguagem proprietária, um estilo único e próprio. Na visão desse chupa-sangue de plantão, ele está certo. Tanto que acerta duas vezes com uma mesma tacada: acalenta os desejos mais primitivos de um ou outro cliente cagão e ainda fatura muito mais em cima do trouxa que tem que enfiar todo o dinheiro do mundo para ser ouvido/visto/lembrado com uma bobajada cheia de clichês e formulinhas baratas, que definitivamente não sobreviveriam a um plano de mídia comprado com poucos recursos.

Não é à toa que ele está tão preocupado com a crise de liquidez que todos vamos enfrentar nos próximos tempos. Ele sabe que o dinheiro, quanto mais valioso e raro fica, melhor tem que ser aplicado. E, com menos dinheiro, é a inteligência o que a propaganda vai voltar a exigir.

Porque, ao contrário dos que não oferecem o melhor para os seus clientes por falta de recursos, talento, ferramental, essa mediocrização a que ele está submetendo as agencias controladas por ele é um esforço premeditado para esvaziar toda e qualquer possibilidade de que o discurso dos que fazem melhor, com mais interesse, mais cuidado, mais compromisso e mais responsabilidade se reestabeleça. O trabalho que as agencias do Nizan faz, a maneira como ele trata seus funcionários, as propostas comerciais indecorosas que elas oferecem aos seus clientes, não seriam um problema tão grande se não fosse o fato, como eu já disse, de que o discurso que o embasa é avassaladoramente mais potente que o que nós e outros poucos como nós, conseguimos rebater daqui.

O duro para ele deve ser ouvir o que eu penso – e que a cada dia mais gente vem me dizer que foi bom eu dizê-lo porque é o que quase todo mundo pensa – e, mesmo sendo a mais aguda verdade, não poder admití- lo.”

APRENDA COM QUEM SABE

Atenção a trajetória rápida das meninas do Oficina de Estilo, Cristina Zanetti e Fernanda Resende. Elas chegaram de mansinho, já com suas várias fãs, mas de repente só dá elas por todos os lugares. Agora elas foram convidadas para ministrar um curso na Escola São Paulo, com o título: “A profissão e o mercado de personal styling”.

O assunto é bem atual e acho que pode interessar um monte de gente, já que a profissão de stylist é nova na moda e muitas pessoas ainda confudem seu verdadeiro papel e importância. “Vamos conversar sobre a realidade do nosso meio e da nossa profissão, tratando da parte prática da história. É a conversa que a gente queria ter tido com profissionais mais experientes quando a gente começou!”, conta a Fernanda. Vale dar uma olhada no blog delas e na página da Escola SP.
Além do quê, elas são muito, muito queridas e engraçadas. Além de descobrir segredinhos da profissão, com certeza também vão sobrar boas risadas.

INFORMAÇÕES

DATA: 23.10
HORÁRIO: das 19h às 22h
1 aula | 3 horas
VALOR: R$ 250

http://www.escolasaopaulo.org.br/atividades/a-profissao-e-o-mercado-de-personal-stylists/a-profissao-e-o-mercado-de-personal-stylists

NA MINHA ESTANTE


a escritora naomi klein, trabalhando em sua casa

Ou melhor, na minha mesa de cabeceira, tem:

THE SHOCK DOCTRINE, de Naomi Klein
A mesma escritora de “No Logo”, afiada e plêmica, aponta o dedo no nariz de Bush neste seu último livro. Em um excelente trabalho de reportagem, ela coloca uma lupa nas falhas do capitalismo e mostra como desastres não naturais, como a guerra no Iraque, e naturais, como o Tsunami, por exemplo, permitem que governos e multinacionais tirem vantagens de cidadãos em choque para implementar suas políticas. Faz as pessoas pensarem e reverem muitos eventos sob uma outra ótica.

RAINHA DA MODA: COMO MARIA ANTONIETA SE VESTIU PARA A REVOLUÇÃO, de Caroline Weber
É o que eu estou lendo agora. Sou apaixonada pela história de Maria Antonieta e devoro tudo o que sai sobre ela. Esse livro conta sua história e trajetória trágica sob o ponto de vista de como ela se vestia para cada ocasião e a influência que seu modo de se vestir causou. Eu ainda acho que ela foi uma herorína incompreendida, enviada para a França aos 14 anos como parte de um acordo na busca da aliança entre dois países. De um dia para o outro, ela teve que deixar tudo o que conhecia e o que amava e até mesmo renegar seu país. 14 anos. Leiam, é mto bom.

CASA GUCCI: UMA HISTÓRIA DE GLAMOUR, COBIÇA, LOUCURA E MORTE, de Sara Gay Forden
Vai, gente. Só o título já é senacional. Esse ainda está na fila, talvez seja o próximo depois da Rainha. Deve ser interessante esse backstage sombrio, que envolve a máfia italiana, de uma das grifes mais poderosas do mundo.